quarta-feira, 12 de março de 2008

Cap. 38 Manco

Algumas perguntas parecem as vezes foram de ordem para mim. Tais perguntas soariam mais interessantes com uma resposta que fosse inesperada.

Vida eterna? A morte é eterna, a vida é o único momento em que...

A frase certa, como se h0uvesse, é que outra coisa diferente da única vida conhecida não será vida.

Não vejo muita razão nas perguntas espirituais quando poucos se perguntam: "Há vida depois do Amor?"

Pessoalmente acredito que nos tornamos cachorros mancos. O fruto não colhido.

E como se houvesse certezas, certo e errado, e qualquer contradição explica-se mesmo sem querer.

O manco trafega na rua e na rua ele trafega. A imagem é feia. E se ele estivesse no Jardim Botânico? A pena, a repulsa. O não colhido perde seu propósito com o não, ou o chão?

E quanto a não existência ou seria a morte antes da vida?  Tanto faz, tanto faz. Se infinitamente buscarmos respostas, o universo replicará que as coisas são porque são, reduzindo-nos a ser apenas parte de uma estrutura mecânica. Mas a questão nos faz esquecer do que é fato. O importante é esquecer palavras como importância.

Um comentário:

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