Cap. 39 - Representação
Era fundamentalmente bela a pintura daquela que corria para a montanha procurar flores. Renegado o amor, dizia um homem admirável, só resta a arte de relevante. E aquilo não era arte, era unicamente fantasia. As sombras pintadas sem objeto em molduras junto com notas musicais seriam artísticas, mas eram o retrato de uma vida.
O real não pode ser duplicado, sob pena de perder-se.
A mentira deve ser multiplicada para perder-se, mas seria algo como a alegria mais triste que a própria tristeza.
Para nós. Para todos. O céu azul nos protege do ar do espaço que é morto. Para ele houve noites belas em que se desejava respirar as passagens de um Noturno para que o ar passasse a representar alguma coisa que ele se importasse.
Uma coisa a mais: em apenas algumas noites belas, onde também respirava-se as passagens ultra-românticas, uma mocinha vendia maçãs. Nada de significativo.
Um dia ele riu de si mesmo, foi quando percebeu que toda a representação nada representava, e que na busca do amor nem mesmo nas suas maçãs - que ele havia previamente comprado da mocinha bonita - havia amor.
Não era engraçado, era apenas verdade de que se sofria da única tristeza verdadeira. Na verdade tudo se confundiu em esperanças fuziladas.


acho que sofro do mesmo mal ou mau... nunca sei...
ResponderExcluirrs
abraços
ow, posso te colocar na lista de favoritos do meu blog? ahh diz que sim diz diz
ResponderExcluir^.^
espero resposta
abraços
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirhei vlw pela dica
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